Este estilo de vida, a grande flatulência

No fundo de nós mesmos, por qualquer inquietude, apercebemo-nos de que este life style com os seus extravagantes paneleirismos não passa de uma enorme flatulência. Aquela imensa e desagradável bolha artificial de gases inúteis que toma conta do nosso quotidiano e que impede a circulação e troca de experiências, convivências, actividades ricas e saudáveis. Facebooks, Instagrams, whatsapps, youtubes, smartfones, likes, roubam-nos de tal modo o tempo que nem tempo temos para respirar fundo, saborear um bom petisco, sentir os pés no chão durante um bom passeio. Já nem falo de pensar, pois isso só nos torna chatos, senão mesmo suspeitos.

Que alguém fale das suas flatulências e nos diga do palco e na cara que as andamos a aplaudir merece aplausos a dobrar e com todo o vigor.

Incêndios: Malhar é enquanto o ferro está quente

Lembra José Pacheco Pereira:

lobbies poderosos na área dos incêndios, dos madeireiros às grandes empresas de celulose, aos bombeiros e toda a panóplia de negócios à volta do fogo, uma das áreas em que se conhecem casos concretos de corrupção, nepotismo e tráfico de influências. Não são segredo para ninguém.

Mas este aspecto citado num site alemão é ainda mais flagrante:

 „Em 2014,  sob o governo conservador, o empobrecido país do sul da Europa (Portugal, n.t.), que só conseguiu disponibilizar para o combate aos incêndios 70 milhões de euros e mais 20 milhões para a sua prevenção – tem um orçamento militar de 2,1 mil milhões de euros.“

O dinheiro como atributo

Os individuos com dinheiro são apenas indivíduos com dinheiro. A única COISA que os diferencia dos outros é apenas o dinheiro. De um ponto de vista de humanidade o dinheiro não é diferença, é atributo, é decoração. A humanidade precisa de homens humanamente diferentes, não decorativamente diferentes.