Incêndios: Malhar é enquanto o ferro está quente

Lembra José Pacheco Pereira:

lobbies poderosos na área dos incêndios, dos madeireiros às grandes empresas de celulose, aos bombeiros e toda a panóplia de negócios à volta do fogo, uma das áreas em que se conhecem casos concretos de corrupção, nepotismo e tráfico de influências. Não são segredo para ninguém.

Mas este aspecto citado num site alemão é ainda mais flagrante:

 „Em 2014,  sob o governo conservador, o empobrecido país do sul da Europa (Portugal, n.t.), que só conseguiu disponibilizar para o combate aos incêndios 70 milhões de euros e mais 20 milhões para a sua prevenção – tem um orçamento militar de 2,1 mil milhões de euros.“

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Nem „milagre“ nem „passe de mágica“

A direita e a sua arraia grada prefere a superstição, a oração e a especulação. A esquerda, essa, dá mais valor à experiência, ao conhecimento e à ciência. Ora isso deixa a direita muitas vezes incrédula, estupefacta e fula. Por estas e por outras é que melhorar a vida do mundo e dos seus habitantes sempre foi desígnio e apanágio da esquerda. Mas para que a direita entenda, e porque também não se deve perder de todo a esperança de que algo aprenda, convém sempre sublinhar que em todos os sucessos do conhecimento e da ciência não há „milagre“ nem „passe de mágica“. Há estudo e trabalho. Seja nos défices financeiros, seja nos transplantes cardíacos.