Um Donald Trump é a figura que no momento melhor se coaduna com a democracia americana

Pergunto-me se não será de homens como este que o mundo está urgentemente a precisar para ficar a conhecer melhor a natureza dos States? O que acho é que os guardiões do Graal, o exército, os serviços secretos e os grandes consórcios, donos de economias e conhecimento, entender-se-ão com ele às mil maravilhas. O candidato tem o agradável dom da pantominice e não é esta a mais destacada e empática faceta da democracia americana? Até quando saqueia reservas petrolíferas e outros recursos naturais, sem olhar a guerras e a terrores, nos leva a ver o crime como algo absolutamente insignificante.

A T.I.N.A. contra a „geringonça“, quem leva a melhor?

Da TINA* portuguesa resta pouca coisa. Gurus da candonga falavam entusiasmados de uma máquina louca aspirando à eternidade. De um lado metiam-se milhões de pobres, do outro lado saía uma mão cheia de milionários, ladinos à procura de um buraco para fugir aos impostos, a informarem-se nervosos do próximo avião para um paraíso fiscal e a regressarem ávidos à cata de mais apoios do Estado.

A „geringonça“ é o que é, mas fina. Sabe de História, age com a calma gandhi de quem sabe que o futuro lhe pertence e a cautela vinda da consciência de um inimigo forte. Vista como intrínseca anomalia numa Europa turbo-megalómana a acelerar de crise em crise, corre o risco de se tornar exemplo para todo o continente.

*T.I.N.A., There Is No Alternative.

O slogan sugere “un ménage à trois”

Como método de esclarecimento a provocaçãozinha pode ser contraprodutiva. Serão as técnicas e os slogans de marketing, tão eficientes na venda de alpercatas, os mais adequados para „vender“ os direitos dos homossexuais? Tinha Cristo de facto dois pais? Ai como as mulheres se devem estar a rir dos criativos do Bloco!

O que se lê e ouve por aí com muita frequência

Fulano assim-assim vive no seu próprio mundo. Sicrano assim-assado também vive num mundo que, segundo se afirma, também é só dele. Eu, Beltrano, nem assim-assim nem assim-assado, sou o único a viver no meu próprio mundo que, como é fácil de entender, é só meu. Ora, se Fulano e Sicrano vivêssem no meu mundo, não haveria necessidade de sanções nem sequer seria apontado como o mau-da-fita. Da minha fita, claro!