Recado ao presidente de todos os coitadinhos

„A essência da democracia não é a popularidade.“ (José Pacheco Pereira)

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Salvé, César! Toma lá e embrulha!

„Quando se está bem acompanhado, não se muda de companhia.“ Disse-lhe o Costa do fundo da sua arena.  Nas suas conversas mediáticas César nunca escondeu as suas fraquezas pelas forças minoritárias do dinheiro e da especulação contra as forças maioritárias do trabalho e do desenvolvimento. Ouve os murmúrios sedutores do Rio e aí o temos embalado pela arenga conservadora. César não é um Ulisses. Não pede aos trabalhadores do PS que o amarrem quando as sereias do grande capital estão a uivar para fazer naufragar a economia do país.

Não é que Costa seja um grande Ulisses. Pelo menos é mais atinado.

A esquerda também faz milagres

E dos melhores, mais lindos e mais proveitosos milagres, milagres económicos, daqueles que enchem os bolsos das pessoas e lhes dá oportunidade de melhorar a sua vida. Louvado seja o Altíssimo! Ou o Santíssimo?

Fiquemos cá por baixo, pelas forças terrenas, pelo trabalho dos homens, das portuguesas e dos portugueses, pela pertinaz clarividência dos comunistas, pelo apoio dos bloquistas e pelas faixas mais sociais e generosas do PS. 

Isto é, enquanto o PS se ligar à esquerda há milagres. Vira-se para o Rio, vai tudo por água abaixo.

Importunar

Já não há tempo nem pachorra para pensar, aprofundar, diferenciar. Tudo o que vá além do preconceito e da ideia feita acaba assim por importunar. Na verdade é o incómodo de pensar que a todo o custo queremos evitar.

„Inteligência artificial“

Há algo de impertinente na expressão „inteligência artificial“. Uma gritante contradição está lá instalada. Sendo inteligência, não é artificial; é artificial, não é inteligência. Apenas ao beneficiário último destas máquinas „inteligentes“ convém difamar e humilhar a inteligência real, pois só esta lhe consome um bom bocado das margens de lucro.

Chamar inteligência a umas quantas habilidades sofisticadas e programadas é ousado. E um insulto! O que virá a seguir? A consciência artificial?