O grande forrobodó

De uma penada futebol e Rússia. O grande forrobodó para o jornalismo português. Uma festança farta-brutos. O fútil de braço dado com a ignorância e o preconceito e, do majestoso coctail, doses industriais. Fina-se o pavio da arenga futebolística, avança-se pelos sólidos e sórdidos fios da calúnia, do preconceito e da ignorância política. Das habilidades pedíbolas de Ronaldo pula-se para as ideias malignas de Putin.

Os fanáticos das sanções estão apreensivos. Os promotores do ódio e da guerra estão a postos para espalhar o seu veneno e aproveitar o momento para qualquer provocação. Grande o medo da paz e da amizade entre os povos, pois onde elas reinam não se vendem armas.

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Orçamento 2018: A inspiração dos afectos

Como nas grandes obras de arte, o quadro está perfeito e nada tem que se lhe diga, mas só aquela pintinha escura, deixada pela malfadada mosca no obscuro canto inferior esquerdo do caixilho, é que é destacada e objecto de grandes considerações estéticas. Um jornalismo fino, muito bem pintalgado de afectos!

Como se sabe o conhecimento exige que se faça um bom trabalho prévio de ampla divulgação de ignorância.

Para desopilar do jornalismo „isabel-monteiro“

Uma menina muito querida entra numa loja de animais.

– „Queria um coelhinho!“ – diz, sorrindo, para o dono da loja.

O comerciante:

– „Ó meu amor, tenho aqui este, muito bonito, castanhinho, de olhos grandes e doces; e tenho este, branquinho, pêlo muito macio, uma ternurinha.“

 A pequena:

– „Não sei, mas para a minha pitón deve ser igual.“