O jornalismo puro e virgem perante a falta de credibilidade

Depois

  • de embalar no paleio dos especuladores no processo de salvação dos bancos;
  • de se comprometer até às orelhas nas guerras ilegais do grande Ocidente;
  • de se masturbar com as macabras revoluções coloridas nos países árabes;
  • de alinhar no histerismo policiesco do terrorismo islamista;
  • de gritar possesso nos exorcismos de diabolização de Putin;
  • de cavalgar a grande onda de calúnias sobre a guerra na Síria…

Depois da orgia e do deboche, o jornalismo cândido e virgem anda assarapantado com fakes e a falta de credibilidade. Dá gosto vê-lo agora de cócoras à procura da verdade.

Gentinha sem ideologia

Gente fabulosa que escreve sem pensar porque não tem ideias. Tem apenas umas luzinhas de nada que a ilumina por galerias negras só acessíveis a instintos de toupeira. A consciência desta gentinha é uma tábua rasa para pasmo de quem a lê vociferando contra ministros de que não gosta, contra partidos que odeia, contra pessoas que calunia. E tanto desgosto, ódio e insulto saem do nada da sua consciência, do vazio da sua falta de ideologia.

Ou será que a sua ideologia feita da falta de ideias é apenas de inspiração divina, soprada por uma qualquer divindade maligna, que aos olhos do homem se transubstancia em ignorância e crassa estupidez?

Macron na órbita russa

Fenomenal! Os russos, sempre os russos, esse povo lendário! Sem Microsoft, Apple, Google, Facebook, Twitter, sem NSA, CIA, FBI, sem George Soros, Gates e todas as ONGs que metem o nariz em tudo que lhes apetece, de facto,  os russos assustam. E fascinam!

Fascinam, acima de tudo. Um povo fabuloso com um dirigente fantástico. Um povo que comanda os destinos dos países mais poderosos do planeta, que condiciona os resultados eleitorais dos EUA, da Alemanha, da França. Os russos têm de ser um povo mitológico.

Exactamente, mitológico! Espera, a não ser que os media ocidentais estejam a tanguear, a insultar, a humilhar os seus leitores. Estou como o grande Rui Mingas, „eu vou mas não empurro“, eu leio-vos mas não vos respeito. Fodei-vos! É bem feito que os leitores fujam das vosssas sites, é justo que um dia tenhais de fechar as portas.

Trump, depois do politicamente correcto e das fake-news

Depois do „politicamente correcto“ vieram as „fake-news“. A realidade, os factos e a vida permaneceram impassíveis, seguindo o seu caminho, indiferentes a jornalistas, especialistas e outros artistas ufanos da sua fantasia e da sua criatividade. 

Os milionários continuaram a acumular os seus milhões, os precários, os desempregados, os sem-abrigo continuaram a afundar-se no desespero.

A democracia adulterada, esfarrapada, mutilada é o último reduto para os desesperados fazerem ouvir a sua voz. Uma voz onde o politicamente correcto e as fake-news também estiveram presentes, confundindo, deturpando, enganando.

Trump foi eleito. Trump é o produto de um povo desesperado e maltratado, enganado e alienado, sem saber bem quem melhor pode servir os seus interesses.