O Facebook e os dados „roubados“ pela Cambridge Analytica

Mais uma história de virgens de perna aberta num bordel. E como gente mauzona „manipulou os seus sentimentos“ e abusou da sua inocência.

 Haja pachorra!

Anúncios

„As pessoas não querem trabalhar“

O que se apropria do excedente do trabalho alheio é difícil de saciar. Quem para ele trabalha, por muito que faça, é sempre pouco. Ou pura e simplesmente é acusado de não querer trabalhar. A acusação ecoa ao longo de toda a História da humanidade. Os escravos construtores das pirâmides egípcias eram chicoteados por não quererem trabalhar. Os senhores das terras e dos palácios na antiga Grécia e na velha Roma maltratavam e matavam os seus escravos porque estes, do seu ponto de vista, não queriam trabalhar. Os negreiros portugueses, negociantes em mão-de-obra africana para as plantações no Brasil, matavam e esfolavam só de imaginar que o escravo podia não querer trabalhar. O empresário de hoje continua a afirmar a pé juntos que o criador da sua riqueza não quer trabalhar.

Atendendo às condições dominantes, o escravo bem terá as suas boas razões para não querer trabalhar. Mas que humana, nobre e sublime razão invocará o negreiro para o expropriar?

Salvé, César! Toma lá e embrulha!

„Quando se está bem acompanhado, não se muda de companhia.“ Disse-lhe o Costa do fundo da sua arena.  Nas suas conversas mediáticas César nunca escondeu as suas fraquezas pelas forças minoritárias do dinheiro e da especulação contra as forças maioritárias do trabalho e do desenvolvimento. Ouve os murmúrios sedutores do Rio e aí o temos embalado pela arenga conservadora. César não é um Ulisses. Não pede aos trabalhadores do PS que o amarrem quando as sereias do grande capital estão a uivar para fazer naufragar a economia do país.

Não é que Costa seja um grande Ulisses. Pelo menos é mais atinado.

A esquerda também faz milagres

E dos melhores, mais lindos e mais proveitosos milagres, milagres económicos, daqueles que enchem os bolsos das pessoas e lhes dá oportunidade de melhorar a sua vida. Louvado seja o Altíssimo! Ou o Santíssimo?

Fiquemos cá por baixo, pelas forças terrenas, pelo trabalho dos homens, das portuguesas e dos portugueses, pela pertinaz clarividência dos comunistas, pelo apoio dos bloquistas e pelas faixas mais sociais e generosas do PS. 

Isto é, enquanto o PS se ligar à esquerda há milagres. Vira-se para o Rio, vai tudo por água abaixo.

Importunar

Já não há tempo nem pachorra para pensar, aprofundar, diferenciar. Tudo o que vá além do preconceito e da ideia feita acaba assim por importunar. Na verdade é o incómodo de pensar que a todo o custo queremos evitar.

„Inteligência artificial“

Há algo de impertinente na expressão „inteligência artificial“. Uma gritante contradição está lá instalada. Sendo inteligência, não é artificial; é artificial, não é inteligência. Apenas ao beneficiário último destas máquinas „inteligentes“ convém difamar e humilhar a inteligência real, pois só esta lhe consome um bom bocado das margens de lucro.

Chamar inteligência a umas quantas habilidades sofisticadas e programadas é ousado. E um insulto! O que virá a seguir? A consciência artificial?