José Rodrigues dos Santos, o Ford português das sagas

Depois do grande sucesso com a saga do fascismo de origem marxista, o pivot da RTP, José Rodrigues dos Santos, de corda puxada e sempre em grande forma, vai acrescentar nos próximos dias mais uma saga polémica à sua trilogia: „A crise dos bancos cheira a marxismo“.

„São realidades politicamente incorrectas, a minha saga mostra-o claramente, mas não há mal no mundo que não venha do marxismo. A Queda do Império Romano, a Peste Negra, a Revolução Francesa e recentemente a Crise dos Bancos, tudo tem origem no marxismo“, declarou o anchorman da RTP, enquanto lia uma nota de rodapé na página sete mil duzentos e cinquenta e oito da sua última saga.

„Como não há os livros que gostaria de ler, escrevo-os eu. Escrevo porque gosto, para ter que ler. Leio eu o que escrevo e lê o meu público, que não faz outra coisa senão ler os meus livros. No Pavilhão Púrpura mostrei que a realidade dos campos de concentração nazis e o Holocausto era uma ideia muito em voga na Inglaterra, nos EUA, Escandinávia e França. Na Alemanha, nessa altura, o Hitler, o Goebbels e o Himmler ainda só cantavam no coro dos escuteiros. Fala-se muito mal dos nazis, mas é um embuste.“

José Rodrigues dos Santos, anchorman da RTP, dedica-se nos tempos livres à produção industrial de sagas que vai arrumando em trilogias. De um livro do Ford das sagas português, disse António Lobo Antunes que „era uma merda“. Uma injustiça para quem enche contentores.

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Geringonça – aquela máquina

Faquir: Funciona.

Guru: O parafuso ajusta-se à porca, assenta como uma luva.

Faquir: Mas geringonça!

Guru: Despeito velhaco para o que funciona bem.

Faquir: Alquimia?

Guru: Elementar natureza sinergética do material social de apoio.

Faquir: Ahhh?!!!

Guru: Harmonia das partes. A porca torce-se feliz no seu parafuso.

Independentes só na televisão

Zé: Marques Mendes é independente.

Tó: Qual quê! Então o Marques Mendes não é do PSD?!!!

Zé: Só quando está calado. Quando está na televisão e a falar, é independente.

Tó: Não compliques. Quem sabe o seu nome, o vê, o conhece, o ouve, sabe que é do PSD.

Zé: Na televisão é independente.

Tó: Como assim?

Zé: A televisão é uma segunda natureza. Nela nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

Tó: E a verdade?

Zé: Pó. Só interessa à mulher da limpeza.