Cogitações do advogado do diabo em mim

De toda essa grandiosa solidariedade social para com as vítimas de Pedrógão Grande – que só nos enobrece e fica bem! – será que vai restar um nico que seja para os pobres donos dos eucaliptais e até mesmo para os accionistas celulósicos?

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Hoje sou pelo Passos. Sem ele quem me divertiria?

Um político como ele, que vive da flatulência mediática, não quer de modo nenhum perder uma rica oportunidade de estar calado, sucumbindo com facilidade a um bom disparate ali mesmo à mão de semear e a prometer-lhe mais uns segundos de celebridade e imortalidade.

Incêndios: Malhar é enquanto o ferro está quente

Lembra José Pacheco Pereira:

lobbies poderosos na área dos incêndios, dos madeireiros às grandes empresas de celulose, aos bombeiros e toda a panóplia de negócios à volta do fogo, uma das áreas em que se conhecem casos concretos de corrupção, nepotismo e tráfico de influências. Não são segredo para ninguém.

Mas este aspecto citado num site alemão é ainda mais flagrante:

 „Em 2014,  sob o governo conservador, o empobrecido país do sul da Europa (Portugal, n.t.), que só conseguiu disponibilizar para o combate aos incêndios 70 milhões de euros e mais 20 milhões para a sua prevenção – tem um orçamento militar de 2,1 mil milhões de euros.“

O dinheiro como atributo

Os individuos com dinheiro são apenas indivíduos com dinheiro. A única COISA que os diferencia dos outros é apenas o dinheiro. De um ponto de vista de humanidade o dinheiro não é diferença, é atributo, é decoração. A humanidade precisa de homens humanamente diferentes, não decorativamente diferentes.