Recado ao presidente de todos os coitadinhos

„A essência da democracia não é a popularidade.“ (José Pacheco Pereira)

Anúncios

A Nova Portugalidade

Aquele jeito intrinsecamente saloio, muito sui generis do chico-esperto protofascista, para se introduzir na democracia portuguesa com pezinhos de lã, todavia sem nunca deixar de exibir e elogiar as botas cardadas que transporta debaixo do braço.

Não funciona a democracia? Mude-se o povo

Ninguém se atreveria a duvidar que os EUA têm a melhor e mais avançada democracia do mundo. O que não admira, é o país com:

– os bancos mais poderosos do mundo,

– os paraísos fiscais mais seguros do mundo,

– as elites financeiras mais cúpidas do mundo,

– o exército mais eficiente do mundo,

– os maiores produtores e exportadores de armamento do mundo,

– os melhores e mais numerosos serviços secretos do mundo,

– os maiores criminosos e as cadeias mais cheias do mundo,

– os melhores filmes e as estrelas mais famosas do mundo,

– as melhores cadeias de televisão com os melhores programas do mundo,

– o jornalismo mais referenciado do mundo,

– o maior número de medalhas olímpicas do mundo,

– o maior número de bases militares instaladas pelo mundo,

– os melhores, mais ilustres e mais conhecidos políticos do mundo…

… até que Donald Trump surgiu, foi eleito e o mundo ficou muito desiludido.

Como pode o país das supremas qualidades, o farol da democracia, da liberdade, do dinheiro, das armas, da espionagem e da guerra, da televisão e do crime real, virtual e fictivo, do cinema e do jornalismo, do divertimento e dos drones, do povo eleito por Deus, inspirado por milhares de gurus comerciais e por centenas de religiões infalíveis, ter escolhido Donald Trump para o representar?

Os melhores do mundo avançaram com as suas convictas explicações: Putin, redes sociais, fake-news, populismo, pós-verdade. Contra tudo e todos está hoje o establishment ocidental, agora comandado pela única estrela que resta no firmamento neocon, a sra. Merkel apoiada pelo sr. Schäuble. Bem, podem contar a NATO,  a agressão „obsoleta“.

Apuradas as culpas e os culpados por certo irão mudar o povo, pois só por sua culpa não funcionou a tão perfeita democracia americana.

Brexit: Os donos da democracia não estão nada satisfeitos

Isto do povo soberano é um desatino. Pôr o povo a decidir é no que dá: Não medita minimamente nos resultados dos seus actos. De momento o que há a fazer é enchê-lo de tal modo de cagaço, ameaçá-lo e aterrorizá-lo até que não lhe caiba um feijão, meter-lhe pelos olhos dentro as acções reduzidas ao valor de papel de embrulho, convencê-lo que sem especuladores não há vida à superfície da Terra e depois… mandá-lo outra vez às urnas.

Vais ver como ele vota como deve ser. A UE pode ter os defeitos que quiserem mas não há alternativa. TINA, entendido?