Da falta de auto-estima à abolição da pena de morte

As nossas festejadas elites não perdem oportunidade de desancar no país, neste povo, nestes costumes, neste modo diferente e desalinhado de estar no mundo. Os próprios portugueses, inconformados no seu acomodamento, vêem em tudo o que é da sua terra algo desajeitado e destituido de valor. As tais elites, que se cuidam fora e acima do seu povo, acabaram por lhe incutir o desprezo por si mesmo, resultando desse processo erosivo de centenas de anos a tão famigerada falta de auto-estima. Nada valemos e até agradecemos que os bem-pensantes, aqueles que vemos quando na nossa insignificância olhamos para cima, nos lembrem amiúde dessa falta de valor.

Mas então de onde nos veio há 150 anos essa ideia sublime de abolir a pena de morte? É que fomos o primeiro país europeu a fazê-lo, caramba! Um povo que tem tão altos momentos de inspiração humana, deve ter algum valor, não é verdade?

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