Angola, meu amor!

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Como se lida com um país riquíssimo em recursos naturais, empastado em corrupção, esmagado por um poder autocrático? Que fazer quando a filha do presidente tem os seus tentáculos bem grudados em alguns dos pilares da economia portuguesa?

Um povo irmão sangra em África. Mas é do irmão europeu que se espera um grande tacto e sensibilidade para ajudar o irmão prostrado no chão africano. A barbárie colonial do recente passado comum juntou e marcou ambos os irmãos. Quando se encontram, reconhece-se um na dor e na cicatriz do outro.

Grandes deverão ser as artes do irmão europeu para contornar a corrupção autocrata e fazer chegar a ajuda ao irmão africano. Que efeito teria o aviso do náufrago sobre a insensatez de um timoneiro autocrata à frente do povo naufragado?

— “Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
“ (1)

——
(1) Luís de Camões, Lusíadas, Canto IV, 95

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