Passos Coelho: Um dirigente que é o que é e está bem assim

As palavras são o que são e muito vezes não querem mesmo passar daquilo que são, ficando empedernidas e macambúzias, não sugerindo nada de valor. Mas nem sempre é assim. Há palavras que falam, abrem-se, revelam-se. E ao revelarem-se, mostram quem as usa. Por elas divisamos imbróglios de sentimentos, saladas de emoções, emaranhados de ideias. Por elas vislumbramos constatação e autocrítica, confissão e arrependimento, desejo e expectativa. Quem fala está ali perante nós muitas vezes pior que Adão quando o Criador o pôs no mundo.

O dr. Passos Coelho, presidente do PSD, é uma figura trágica com ideias sólidas. Mas transparentes. Quando fala vê-se tudo. Como se esforça e sofre, como luta e perde, como se esgadanha em vão. E acima de tudo, como quer ser levado a sério. Um desejo. Mas para que o desejo não vá por aí acima até às estratoferas e se perca de vista, o dr. Passos Coelho põe-lhe uma trela. É bom que se saiba o que se tem de ser sem que a coisa descambe e se caia no ridículo. “Temos de ser uma oposição séria e responsável, mas não podemos ser parvos”.

Por trás e lá no fundo deste desejo, surge algo inesperado, como a luz da verdade, há ali comprovação, confissão, autocrítica. Tem-se de deixar de ser o que até aqui se foi, passando a ser o que até aqui não se foi. Já „não podemos ser parvos, temos de ser uma oposição séria e responsável.“ Fez-se luz, vamos ver se a aproveita.

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