O que teria para dizer a direita indígena se não fosse o estrangeiro a sacudi-la e a acordá-la?

Tudo o que a direita indígena critica ao actual governo é-lhe soprado de fora, do estrangeiro, da OCDE, de uma agência de rating qualquer, do BCE, de Bruxelas, do Schäuble. Por esforço e mérito próprio não analisa nada, não encontra nada, não tem a certeza de nada.

Como oposição ao governo, a direita atira bitaites para entreter jornalista amigo e ajudá-lo a encher coluna, lança palpites a ver se acerta, divulga os seus habituais preconceitos e lugares comuns que, digamos, é o que ainda vai funcionando. Repete os velhos chavões que anda a mastigar há dez mil anos e assim vai refrescando as velhas asneiras já mil vezes desmontadas e desmentidas.

Regularmente vai-lhe chegando estímulo de fora. Os representantes dos credores vão lembrando ao governo a dívida que tem de ser paga e logo salta a direita para a cena a fazer grande alarido à volta dos avisos. Atira umas bojardas cretinas que logo os media dos seus amigos tranformam numa grande algazarra como se estivesse para cair o carmo e a trindade.

Para seu desatino lá vem o presidente dos afectos acalmar-lhe os ânimos e pôr os pontos nos iis, o que a deixa ainda mais bera. Não passa tudo de uma tosca ópera buffa. É esta a nossa querida direita artesanal.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s