Quando o perfil de um problema é útil para o agravar

Leio que o perfil do pirómano florestal português foi definido. A informação, que de certo modo é dada com o fito de tranquilizar, transforma-se, por isso mesmo, numa fonte de inquietação.

Pouco há em Portugal que não tenha já um perfil. Até da passividade activa e da conivência intencional do Estado, das autarquias e das autoridades há já um perfil. É aqui que está o busílis. Conhecendo-se os problemas e sabendo-se quais as medidas a tomar, então também já se pode mexer todos os cordelinhos, fazer-se todos os esforços para que tudo fique na mesma. Esta é a grande vantagem do conhecimento do perfil dos problemas: Os governos e as autarquias podem hierarquizar as prioridades do que nunca será feito.

Em Portugal só se avança com projectos que sirvam para travar o desenvolvimento. O que se faz é bom pelo simples facto de se prestar à sabotagem. Depois de cada incêndio é feito um reflorestamento com árvores que ardam melhor que as anteriores. Quando não se conhece os donos de muitas propriedades, entrega-se estas à gestão das autarquias, para que elas procurem ou inventem um proprietário. Quando um Estado não confisca porque duvida das suas capacidades de gestão, então a sua função é simplesmente servir interesses contrários aos dos cidadãos.

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